Publicado em Funcionamento da memória

Mas afinal, o como funciona a memória?

Todos nós sabemos o quanto nossas recordações são importantes, não é mesmo 😉 ? É fácil nos lembrarmos de experiências e de pessoas que nós marcaram tão intensamente, que fica difícil de mesmo nos imaginamos se tal fato/experiência não tivessem acontecido e/ou se não houvéssemos encontrado determinadas pessoas 🤗. Não sem motivos, um de nossos maiores medos é justamente perder a memória! Mas mesmo sendo tão importante, poucas vezes paramos para pensar… Mas afinal, como funciona a memória 🤔?

Foto por Pixabay em Pexels.com

Talvez uma das ideias mais equivocadas quando pensamos em memória seja a de imaginá-la funcionando como uma câmera (📷📹) cujas recordações são registradas de forma precisa e estática pra toda a vida (como num filme ou fotografia). Nossa memória, infelizmente não funciona assim. Na verdade ela mais se pareceria talvez com aquela sua tentativa desesperada de anotar tudo 📝 o que um professor ligeiro fala em uma aula, meio impossível não é mesmo 😱? Acabam restando no caderno (🗒) aquele monte de coisas desconexas escritas em uma letra que às vezes nem mesmo nós conseguimos ler não é mesmo 🤔? Sem contar que algumas coisas escritas ficam totalmente fora de contexto e simplificadas, não dá pra passar, por exemplo, um vídeo que o professor te mostrar ali na aula pro seu caderno, não é mesmo?

Nossa memória infelizmente está, portanto, sujeita a inúmeros erros, distorções e ilusões 😥. E o mais intrigante disso tudo é que nem as nossas memórias mais emocionais, que todos nós temos enorme confiança de que são precisas, estão sujeitas a falhas. Pesquisas após os atentados de 09 de setembro de 2001 nos EUA, por exemplo, têm demonstrado que as pessoas tendem a superestimar a precisão de suas memórias sobre o atentado. Mesmo conseguindo relatar com muitos detalhes (como o que elas estavam fazendo quando os atentados aconteceram, o que elas estavam assistindo, como foi, etc.) e com alta confiança, as taxas de erros (que foram maiores) e a de acertos reais sobre o relatado não correspondiam a esse alto grau de detalhamento e excesso de confiança. Em suma, os participantes com freqência relatavam falsas memórias com alto grau de confiança e detalhamento que para elas eram indistinguíveis das recordações reais. Assustador 😱, não é mesmo? Vamos falar sobre essa relação entre memórias e emoção novamente em um outro post 😉.

Por hoje é só pessoal! Voltamos na próxima semana com um novo 🍪 da memória! Quem quiser pode conferir as referências acadêmicas utilizadas para a escrita desse post logo abaixo. Vocês conseguem ter acesso aos artigos em pdf utilizando o Google Acadêmico ou clicando diretamente nas referências 😉.

Até breve 👋

Autor:

Comecei a pesquisar sobre memória desde os primeiros períodos da minha graduação em Psicologia na UFMG e sigo pesquisando sobre tanto dentro da Psicologia/Neurociências e, eventualmente, da Literatura. Sou bacharel em psicologia pela UFMG, especialista em saúde mental e atenção psicossocial pela Estácio e, mestrando em neurociências pela UFMG. Fiz um período de intercâmbio no Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE-IUL). E agora, também, escrevo sobre memória no nosso blog ;)

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