Publicado em Emoção e memória, Falhas de memória, Funcionamento da memória

Memória congruente com o humor (MCH) ou por que nos lembramos mais de coisas tristes quando estamos tristes?

Tempo estimado de leitura: 2 minutos

Um fenômeno interessante é o da nossa tendencia de codificar (i.e., registrar) e recordar (i.e., se lembrar) com maior facilidade materiais/eventos quando nos encontramos em um estado de humor consistente com a valência emocional (se positiva 😊, negativa ☹ ou neutra 😐, por exemplo) de tais materiais/eventos. Isso significa que, por exemplo, se estamos com um humor triste tendemos a recordar/codificar com maior facilidade materiais e eventos tristes do que positivos (o inverso também é verdadeiro) 🤯. Mas por que isso ocorreria? 🤔 Antes precisamos falar sobre o humor.

O humor pode ser definido como um estado mais estável e abrangente que não está tão vinculado a circunstâncias específicas 📌. Diferentemente da emoção, que geralmente é algo breve, circunscrita e relacionada a circunstâncias específicas (como por exemplo, você ouve um barulho estranho estando sozinho/a em casa de noite e fica com medo 😱). Agora voltemos à MCH! Por que ocorreria esse tal fenômeno? 🤔

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Uma das hipóteses explicativas é de que tendemos a gerar mais associações (que funcionam como pistas para nos lembrarmos depois) para as informações que vão de encontro com nosso estado de humor. Embora os resultados dessas pesquisas 🧩🔍 sejam mais consistentes para a codificação, há pesquisas 🧩🔍 que encontram resultados para a recordação.  De toda forma, os efeitos tendem a aparecer com maior intensidade e frequência em estudos com pessoas que estão com algum quadro clínico (depressão, por exemplo) e/ou com materiais com carga emocional mais intensa.

 Por hoje é só, pessoal!

Você pode conferir a referência acadêmica principal, em português, utilizada para a escrita desse post logo abaixo. Você consegue ter acesso ao artigo em PDF utilizando o Google Acadêmico ou clicando diretamente na referência. 😉

Até breve 👋

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Referência bibliográfica:

PERGHER, Giovanni Kuckartz et al. Memória, humor e emoção. Revista de psiquiatria do Rio Grande do Sul, v. 28, n. 1, p. 61-68, 2006.

Autor:

Comecei a pesquisar sobre memória desde os primeiros períodos da minha graduação em Psicologia na UFMG e sigo pesquisando sobre tanto dentro da Psicologia/Neurociências e, eventualmente, da Literatura. Sou bacharel em psicologia pela UFMG, especialista em saúde mental e atenção psicossocial pela Estácio e, mestre em neurociências pela UFMG. Fiz um período de intercâmbio no Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE-IUL). E agora, também, escrevo sobre memória no nosso blog ;)

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