Publicado em Falhas de memória, Funcionamento da memória

Memórias autobiográficas supergeneralizadas, hipóteses sobre a memória em pessoas em estado depressivo

Tempo estimado de leitura: 2 minutos

As memórias autobiográficas são as lembranças que temos de nossas experiencias pessoais, são o suporte de nossa biografia, e serem se organizadora das nossas experiências de vida. Não é sem motivos que, geralmente, temos receio de sermos (ou pessoas próximas a nós) acometidos pela Doença de Alzheimer (por exemplo) 😱. Afinal, nossas memórias autobiográficas  são parte importante na nossa relação com o mundo, as pessoas próximas a nós e nosso “mundo” interior. 📌

Nossas memórias autobiográficas estão intimamente ligadas a quem somos e tem relação com a distribuição temporal, isto é, variam de acordo com a etapa do ciclo de vida em que nos encontramos (exemplo: infância, adolescência, adultez, velhice). O acesso e/ou registro dessas memorias, no entanto pode ser comprometido por processos de adoecimento como os ligados à Doença de Alzheimer e a Depressão. Nessa postagem, vamos falar sobre a depressão, caso  em que as memórias autobiográficas tendem a aparecerem de forma supergeneralizada. Mas o que seria isso? 🤔

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Seria uma tendencia, presente em pessoas que estão com depressão, de se recordarem do próprio passado de forma inespecífica, genérica e sintética. Isso quer dizer que elas tendem a apresentarem dificuldades de se lembrarem de coisas do passado de forma específica e nítida, se lembrando com mais facilidade e frequência de uma forma vaga e nebulosa ☁️ ☁️ ☁️.

Infelizmente tudo isso pode trazer sérias consequências 😱. A dificuldade de se lembrar de maneira detalhada, nítida e específica sobre o passado pode levar a dificuldades na resolução de problemas e, limita a nossa capacidade de imaginar futuros já que nós criamos nossas expectativas de futuro nos apoiando sobre o passado (em especial, sobre nossas experiencias passadas) 🤯. Uma outra implicação, é que a combinação de prejuízos nas habilidades de resolução de problemas combinada a dificuldades de imaginar o futuro, pode levar à maiores riscos de suicídio ☹.

As investigações 🧩🔍 nessa área, no entanto, não são simples já que há grande heterogeneidade entre as pessoas com transtorno de humor e no uso de medicamentos. Portanto, novas pesquisas 🧩🔍 devem ser realizadas para tentar lidar com tais particularidades/limitações e nos oferecer hipóteses explicativas mais sólidas. Enquanto isso, podemos refletir sobre  e através dessas hipóteses. 😉

Você pode conferir a referência acadêmica principal, em português, utilizada para a escrita desse post logo abaixo. Você consegue ter acesso ao artigo em PDF utilizando o Google Acadêmico ou clicando diretamente na referência. 😉

Até breve 👋

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Referência bibliográfica:

PERGHER, Giovanni Kuckartz et al. Memória, humor e emoção. Revista de psiquiatria do Rio Grande do Sul, v. 28, n. 1, p. 61-68, 2006.

Autor:

Comecei a pesquisar sobre memória desde os primeiros períodos da minha graduação em Psicologia na UFMG e sigo pesquisando sobre tanto dentro da Psicologia/Neurociências e, eventualmente, da Literatura. Sou bacharel em psicologia pela UFMG, especialista em saúde mental e atenção psicossocial pela Estácio e, mestre em neurociências pela UFMG. Fiz um período de intercâmbio no Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE-IUL). E agora, também, escrevo sobre memória no nosso blog ;)

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